Cavalher
Texto de Fernando Cavalher citado no artigo do Pix Parties.
Má Palas
A MULHER SÍRIO-FENÍCIA
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FERNANDO CAVALHER
15 DE FEVEREIRO DE 2008
cavalher@gmail.com
(Na guerra…) Pelos Franceses!!! (E atacam…)
Tendo entrado numa casa, não quis que ninguém o soubesse. Mas não pôde ficar oculto, [...]
[...] pois uma mulher, cuja filha possuía um espírito imundo, logo que soube que ele estava ali, entrou e caiu a seus pés. (Essa mulher era pagã, de origem sírio-fenícia.) Ora, ela suplicava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. Disse-lhe Jesus: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não fica bem tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães. Mas ela respondeu: É verdade, Senhor, mas também os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas dos filhos. Jesus respondeu-lhe: Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio de tua filha.
Este texto perigosíssimo para o cristianismo e para o Ocidente está em Marcos (24-29).
A situação de Jesus então é de grande fama; mas a mulher sírio-fenícia ultrapassa isso e se aproxima dele. Ela fez a ele uma pergunta e ele se negou. Ela então supôs um absurdo: que Jesus poderia mudar de idéia. Em seguida, o absurdo acontece: Jesus muda de idéia. Nenhuma pretensão de onisciência, de conhecer a verdade absoluta, de manter uma palavra dada. Ele simplesmente ouve, percebe que estava errado, muda de opinião e age.
Fui me retratar com minha contendora, citada em meu último texto, Tróia. Tinha a intenção de falar de meus sentimentos. Enquanto falei de o quanto me sentia mal, tive em minha frente um rosto “amável”, que queria dizer: “Meu querido, desabafe, que eu vou ajudar você.”. Quando mostrei que meu mal-estar fora por ela causado, que transformação! Ouvi recusas, tonificadas com impaciência e raiva:
Para minha alegação de me sentir mal-tratado: “Você é um homem.”.
Para minha colocação de não ter tido minhas dores, sentimentos e sonhos (preferi este eufemismo ao termo direto desejo pessoal) desconsiderados, ouvi três coisas: “Não tenho tempo para isso.”, “Se seus sonhos não coincidem com sua missão, o problema é seu.” e “Fiz minha escolha.”. Após isso, ela retomou sua calma, desconsiderou minha presença e continuou seu assunto com outra pessoa presente.
Estivesse ali uma criança, teria aprendido com minha contendora o que é um homem: o objeto da falta de educação, de absurdos, o ser insensível consigo e com os demais. Procurar educada e respeitosamente alguém para falar de seus sentimentos, conhecer os do outro e buscar a ligação profunda não é masculino.
Mas eis que há uma situação em que acredito (sem ironia) que um homem deve realmente agir com aparente insensibilidade à grosseria, ignorando absurdos e emocionalidade… e mesmo neste caso, o verdadeiro homem faz estas coisas para garantir que retorne o ambiente de dignidade, de sentimento e de ligação profunda entre os seres… Esta situação surge quando o homem está diante de verdades e valores absolutos e sente que deve agir temerariamente para defendê-los, como em uma guerra…
Começo a entender certos embasamentos…
Who has time? Who has time? But then, if you never ever take time, how can you ever have time? Esta fala é proferida por Merovíngio, um personagem de Matrix Reloaded. Tem como tradução possível: Quem tem tempo? Quem tem tempo? Mas então, se você nunca aproveita o tempo, como é possível de alguma forma ter tempo?
O Deus do cristianismo (e certos “guias”) designa missões e, como todo chefe, cobra produtividade. Ele lhe dá várias falsas sensações: de que você é mais importante, mais poderoso e mais sábio dos que os outros, de que você pode agir como quiser porque ele está por trás fundamentando-o. Ele só lhe pede uma única coisa: que ele possa decidir por você, que você sacrifique seu desejo pessoal. Ele só lhe pede que você seja um escravo.
Mas eu achei que era o demônio aquele que lhe tomava a alma e lhe impedia de exercer o livre-arbítrio, dado pela Vida. Seria, então, o contrário?
Em qual tipo de ser humano esta fantasia psíquica prospera mais facilmente no mundo de hoje?
O esoterismo ainda há de trocar o personagem fada violeta – um ser que se distancia do mal, ainda que para isso tenha que se distanciar dos problemas da vida, dos outros e de si mesmo – pelo personagem homo australopitecus – um ser que faz uma caricatura do mal e da impaciência para se distanciar dos problemas da vida, dos outros e de si mesmo. O comércio precisa de novidades, mas as perversões têm que ser mantidas para preservar as características do movimento, uma questão de personalidade!
Quando não se está em uma missão, você não é tão bem-visto pelo Deus do cristianismo e associados. Você os agride, gastando seu tempo tendo prazer de viver – algo que o esoterismo prega (“Nunca desista de seus sonhos!”), mas não aceita quando é realizado na prática, já que se opõe à missão. Para você, o vinho é uma das coisas mais importantes do mundo porque nele se encontra a veritas e também o amor. Quando seus sonhos não coincidem com sua missão, você manda a missão à puta-que-a-pariu. Quando seu desejo pessoal não coincide com o desejo do Deus do cristianismo, você desconsidera este último e segue sua verdade interior. Quando você é a versão sábia da mulher sírio-fenícia, você tem um desejo pessoal forte, você ouve Jesus falando bobagem, contrariando você, e você não desiste de si mesmo, abaixando a cabeça; você questiona Jesus e é humilde de pedir o que você quer a alguém que erra, mas em quem você verdadeiramente acredita. Quando você é Jesus, você sabe que é um ser de grande tradição espiritual, de grande sabedoria, com poderes divinos e ligação com a Força da Vida, você é humilde, tem tempo para outras pessoas exporem suas dores e seus desejos, você muda de idéia, você é capaz de confessar que estava errado, você age de acordo com a nova verdade. Quando você é sábio, você não usa termos como missão porque este termo contradiz as noções mais básicas de liberdade de ser, porque este termo escraviza você e porque você é um ser humano consciente, colocando estas coisas abaixo de si. E quando você é sábio você sabe que o termo amor tem como condição indispensável ouvir, o que implica pleonasticamente que se você não ouve, você não sabe porra nenhuma a respeito do amor.
Quanto ao último ponto, este deveria ser o primeiro. Escolha: necessidade de escolher efetivamente entre várias possibilidades. Nas missões, só há um caminho, o resto é perdição. Portanto não há escolha alguma. A última coisa que minha contendora fez foi uma escolha. Mantenha-se o rigor filosófico: ela fez uma escolha: a escolha de não escolher mais, a escolha de seguir uma missão. Se sua missão não coincide com seu desejo pessoal é problema seu.
Por que esta preocupação missonária tão grande com a vida dos outros? Por que esta necessidade tão prioritária de ajudar? Por que seguir forças superiores é o único caminho? Por que fazer um atendimento esotérico no meio da rua para alguém que foi atrás de uma amizade? E, principalmente, por que uma descarga de raiva e impaciência tão grandes, porque um corte tão súbito na relação humana, quando o assunto se volta para você, quando alguém o questiona ou às suas ações? Por que não cuidar de sua própria vida? A julgar por sua reação a alguém que cuida da própria vida, a resposta de minha contendora para a última pergunta é: Who has time?
Este texto é cheio de cinismo. Sabe por quê? O cinismo é uma das marcas daqueles que foram derrotados. Em quê eu fui derrotado? Apesar das controvérsias, eu tive uma ação saudável, sólida e masculina. E mesmo assim eu perdi. Por quê? Porque eu fui duramente agredido e eu não me defendi; faltou amor-próprio. Duas pessoas saudáveis, uma delas presente, me disseram isso, indignadas. Mas eu não concordei; agora eu concordo. Eu perco uma vez; tomo, devagar, meu próprio veneno; eu aprendo. Eu banira de meu ser algo que será reativado: o selvagem.
E a pergunta mais profunda: como queremos aproveitar nosso tempo?
Post-scriptum aos interessados: O “guia espiritual” teve algumas surpresas nos últimos dias. O rosto dele não estava assim tão belo depois de vários vômitos. Para minha contendora ele continua sorrindo largamente. Foram feitos um para o outro.
Film
Está estreando em São Paulo e no Brasil este filme de meninas.
Hoje está tendo uma sessão especial no HSBC.
Má Palas
Gay Kiss
“A empresa do ramo alimentício Heinz retirou do ar um anúncio para a televisão britânica que mostra dois homens gays se beijando.
A companhia tirou a propaganda de maionese do ar depois de ter recebido mais de 200 queixas. Alguns telespectadores disseram ter achado o filme impróprio e ofensivo a crianças.
Mas, agora, deputados britânicos estão pedindo à empresa que recoloque o anúncio no ar. A deputada do Partido Trabalhista, Diane Abbott, disse que a retirada do anúncio vai ofender milhões de pessoas gays que são impedidas de assistir ao filme, que tem uma conotação bem humorada. E observou que “milhões de crianças assistem à representação de casais do mesmo sexo em novelas todos os dias”.
Fonte: site BBCBrasil.
Posto o vídeo para vocês analisarem:
Sinceramente, eu acho que foi um beijo sem graça, sem malícia.
Tomara que a propaganda volte para o ar. ^ _^
Má Palas
Site
Conversando com Gb pelo MSN, ela me passou este site:
É muito legal, acessem! Contudo, passe o mouse em cima do copo, somente.
Não clique!
Má Palas
Neon in SPFW 2009
A negra com os peitos de fora, neste desfile, mora comigo…upiiiiiiiiiiiii!
Salve, salve!!!
Passa malllllllll, baby…rs!
Má Palas
Anxious
Estou em dúvida, uma dúvida que paira dentro de uma nuvem fixa em cima da minha cabeça.
Neste final de semana conheci uma mulher super e hiper interessante. Não tivemos tempo para coisas além…Alguns fulminantes trocas de olhares, uma conversa corrida e o término da noite saindo eu feliz, de onde eu me encontrava, com seu cartão contendo seus contatos.
No domingo mandei um e-mail convidando para sair e nada de resposta até agora. Aíiiiiiiiiii que angustia.
Não é possível que aquele olhar fulminante foi vibe do meu cérebro??!!?!? Não é possível que a mudança da cadeira em uma determinada passagem para conversar comigo foi um simples gesto de educação e, ainda mais a com a frase: oi, tudo bem?
Meu pensamento percorre as minhas linhas intelectuais para conseguir detectar o que aconteceu com este e-mail. Será que ela leu? Será que foi bloqueado pelo firewall? Será que ela está pensando em responder? Será que o e-mail chegou para a pessoa errada? Será que ela deletou? Será que ela se lembra de mim?
E fico aqui do outro lado pensando…Será que devo ligar para saber o que se sucedeu? Ligar e falar do e-mail? Ligar e não falar do e-mail? Ligar e conversar somente coisas profissionais? Ligar e chamar para tomar um café? Ligar ou não ligar, eis a questão.
Aíiiiiiiiiiiiiiii, merda de angustia. Merda de dúvidas!
Má Palas
End of Night
Eu tinha o desejo muito imenso de um dia algum dos meus editores aprovassem um texto em que eu possa falar mal, mas muitíssimo mal de uma balada dentro da Bubu.
Todos meus amigos sabem da ojeriza que tenha pela boate Bubu Lougue. Meus motivos não são pessoais, envolve um monte de parâmetros que um dia explicarei por aqui.
Sábado fui à festa Chá com Bolachas no Clube Glória. Foi excelente, pena que voltei cedaço para casa porque trabalhava no dia seguinte.
Na hora em que estava pagando a minha comanda, uma menina puxou assunto e começou a falar mal do evento.
Deixei-a falar porque acho que cada pessoa tem sua opinião perante as oportunidades que a vida lhe proporciona.
A máxima do monologo foi na seguinte citação:
- Esta festa é uma porcaria. Como pode um evento não toca nenhuma música popular? Ele não toca nenhuma música que a Bubu toca.
Eu surtei! Fiquei muito emputecida. Comecei o (meu) monologo e honestamente acabei com ela.
O argumentei que o Chá é uma festa temática.
Ela me interrompeu falando que não viu nenhuma decoração da festa.
Fiquei pasma!!! Tive que explicar para a bendita que só das meninas se vestirem de forma diferente com looks não casuais faz a festa já estar decoração. Continue não deixando falar – com medo de sair mais besteira da boca da designada pessoa -, que decoração com bexigas e balões a mesma achará em um buffet e não em uma balada gls. Ela acha as cores do arco-íris deve estar em qualquer canto? Qualé!?! Acha que uma balada gls tem que ter tudo muito colorido, exagerado, etc.
(um breve comentário: odeio gente que acha que tudo tem que ser dentro de uma forma e concepção não dando espaço para o inesperado lançar moda, tendências, novo estrutura social e pensamento inebriante …odeio cultura em massa!)
Eu aceitava seu gosto pela “música popular” da Bubu, mas que não poderia se comparar com o Chá porque era outra concepção de festa e som.
Disse que o som da Bubu não era ruim, mas também não era bom. Para mim, não tinha explicação. Preferia muito mais o som da TW.
Só que eu também não entendi a Bubu porque uma balada que abre e fechada às portas de dois em dois meses por irregularidades, a meu ver, não tem estrutura para oferecer qualidade a seus clientes. Imagina se da próxima vez você está na balada e a polícia chega e prende todo mundo?
Contudo, a mais real verdade é que a Bubu não se regulariza com nada porque não tem capacidade o suficiente de bancar mídia e fica neste joguinho de abre-fecha para poder lhe proporcionar marketing. Péssimo!
E o Chá com Bolachas, apesar de ser somente uma festa mensal, é algo que cresceu com divulgação própria de suas idealizadoras. Trocando e-mail com flyer da festa, boca a boca e até, sinto muito, mas com uma qualidade e estrutura de público e dj´s que nenhuma festa para meninas possui em São Paulo.
Sei que estou comparando uma boate com um evento gay. Só que assim é que fez nossa caríssima colega.
E fui pagar minha comanda porque chegou minha vez. Boa noite, querida!
Má Palas
Sun
Oh, diaaaaaazinho triste!
Correria do cão, aff…
Final de semana, mais trabalho.
Aí tem chá no sábado. Vontade louca de ir, ai ai ai.
Vai corpoooooooo ajuda, ajuda….Esteja com disposição depois de um dia insano de trabalho, reza aí, para eu poder ir!
A janela da minha sala é fodaaaaaaaaaa…Olha só isto, amo a natureza!
Bom final de semana e a mim, bom trabalho…né!
Bjão,
Má Palas
The Dálio
Hoje a minha amiga Dany Zippin, encaminhou um texto do seu pai. Advogado criminalista, Dálio Zippin Filho trabalha também em causas de direitos humanos para GAYS, LESBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS.
Ela me encaminhou um discurso maravilhoso que ele realizou alguns dias atrás em um congresso para o mesmo público. Leia, abaixo, vale à pena:
DIREITOS HUMANOS E POLÍTICAS PÚBLICAS
CAMINHO PARA GARANTIR A CIDADANIA
DE
GAYS, LESBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS.
É com grande satisfação que estamos participando dessa CONFERENCIA NACIONAL DE GAYS, LESBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS.
A satisfação é maior ainda porque neste ano, estamos comemorando os SESSENTA anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, os TRINTA E NOVE ANOS do Motim de Stonewall em Nova Iorque que ensejou a institucionalização do dia 29 de Junho como DIA DO ORGULHO GAY e os DEZOITO ANOS da retirada pela Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde – OMS, da Classificação Internacional de Doenças – CID, da HOMOSSEXUALIDADE como DOENÇA MENTAL.
Naquela ocasião a OMS declarou oficialmente que a livre orientação sexual é um direito humano e que a homossexualidade é um comportamento normal.
A Homofobia é o medo, a aversão, ou o ódio irracional aos homossexuais e a todos os que manifestem orientação sexual ou identidade de gênero diferente dos padrões heteronormativos, manifestando-se, em sua forma mais grave, em ações de violência verbal e física, culminando com a prática de homicídios, que nos últimos trinta anos somam cerca de três mil vitimas do Grupo GLBT, em uma média de mais de duas execuções por semana.
O Combate à Homofobia tem como objetivo garantir à população GLBT a cidadania plena e minimizar todas as manifestações de intolerância e violência devido à orientação sexual das pessoas.
Inexistem estatísticas sobre a homossexualidade havendo necessidade da inclusão dessa variável nos censos do IBGE, pois a Homofobia enraizada no país, resultado de uma formação moldada por um catolicismo e um protestantismo intolerante e de um conservadorismo extremo, a falta de dados apresenta-se como um grave problema na luta dos homossexuais brasileiros por assegurar direitos, dificultando a elaboração de políticas públicas para o Grupo GLBT.
Nesta Conferência Nacional deveremos discutir demandas para a construção de políticas públicas e a garantia de direitos humanos para os homossexuais, pois este é o espaço para reverter o quadro de exclusão dos serviços públicos em que vivemos, infelizmente ainda, com a falta de respeito ao diferente e a violência em todos os sentidos, principalmente na escola, no trabalho, no serviço público e no atendimento de saúde.
Discutiremos, pela primeira vez no mundo, políticas públicas concretas para garantir a cidadania deste segmento da sociedade que enfrenta preconceito e discriminação fazendo com que a sociedade brasileira que é intolerante com as minorias mudar de idéia de que GAY é sinônimo de AIDS e violência.
POLÍTICAS PÚBLICAS são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público, regras e procedimentos para as relações entre o poder público e a sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado.
As POLÍTICAS PÚBLICAS compreendem as decisões de governo em diversas áreas que influenciam a vida de um conjunto de cidadãos. São os atos que um governo faz ou deixa de fazer e os efeitos que tais ações ou a ausência destas provocam na sociedade.
As POLITICAS PÚBLICAS são REDISTRIBUTIVAS, DISTRIBUTIVAS e REGULATÓRIAS.
O objetivo das POLÍTICAS PÚBLICAS REDISTRIBUTIVAS é redistribuir a renda na forma de recurso ou de financiamento de equipamentos e serviços públicos garantidas por programas governamentais ou por projetos de lei e são percebidas pelo beneficiário como direitos sociais atingindo um grande grupo.
As POLITICAS PÚBLICAS DISTRIBUTIVAS tem objetivos pontuais ou setoriais ligados à oferta de equipamentos e serviços públicos e beneficiando pequenos grupos ou indivíduos de diferentes estratos sociais, atendendo a demandas pontuais de grupos sociais específicos.
E as POLÍTICAS PUBLICAS REGULATÓRIAS visam regular determinado setor, criando normas para o funcionamento dos serviços e a implementação de equipamentos urbanos.
Esta POLÍTICA PÚBLICA REGULATÓRIA se refere à legislação e é um instrumento que permite regular a aplicação de políticas redistributivas e distributivas. Elas tem efeito a longo prazo e em geral não trazem benefícios imediatos, já que precisam ser implementadas.
As POLITICAS PÚBLICAS REGULATÓRIAS se caracterizam por atingirem as pessoas enquanto indivíduos ou pequenos grupos, e não como membros de uma classe ou de um grande grupo social, distribuindo benefícios difusos para a maioria da população alvo e redundando em perdas e limitações para indivíduos ou pequenos grupos.
Há necessidade de combinar a implementação de políticas regulatórias, redistributivas e distributivas para enfrentar o quadro de desigualdades que marca a população brasileira visando responder a demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, considerados como os mais vulneráveis.
As POLITICAS PÚBLICAS devem ter por princípio:
A IGUALDADE E RESPEITO À DIVERSIDADE; com o combate às desigualdades por meio de políticas de ação afirmativa e consideração das experiências dos grupos sociais na formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas, pois todos são iguais em seus direitos.
A EQUIDADE constituindo-se no acesso de todas as pessoas aos direitos universais garantidos com ações de caráter universal, ações específicas e afirmativas voltadas aos grupos historicamente discriminados.
Tratando desigualmente os desiguais buscar-se-á a justiça social com pleno reconhecimento das necessidades próprias dos diferentes grupos.
A LAICIDADE DO ESTADO onde as políticas públicas de estado devem ser formuladas e implementadas de maneira independente de princípios religiosos, de forma a assegurar efetivamente os direitos assegurados na Constituição Federal e nos diversos instrumentos assinados e ratificados pelo Estado brasileiro como medida de proteção aos direitos humanos.
A UNIVERSALIDADE DAS POLÍTICAS onde as políticas devem ser cumpridas na integralidade e garantir o acesso aos direitos sociais, políticos, econômicos culturais e ambientais para todas as pessoas.
O princípio da universalidade deve ser traduzido em políticas permanentes nas três esferas governamentais, caracterizadas pela indivisibilidade, integralidade e intersetorialidade dos direitos e combinadas às políticas públicas de ações afirmativas, percebidas como transição necessária em busca de efetiva igualdade e equidade de gênero, raça e etnia.
A JUSTIÇA SOCIAL que implica no reconhecimento da necessidade de redistribuição dos recursos e riquezas produzidas pela sociedade e na busca de superação da desigualdade social que atinge de maneira significativa a população GLBT.
A TRANSPARÊNCIA DOS ATOS PÚBLICOS onde deve-se garantir o respeito aos princípios da administração pública, legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, como transparência nos atos públicos e controle social e
A PARTICIPAÇÃO E O CONTROLE SOCIAL onde devem ser garantidos o debate e a participação da população GLBT na formulação, implementação, avaliação e controle social das políticas publicas.
As POLITICAS PÚBLICAS necessárias para os homossexuais estão voltadas para as seguintes vertentes:
A UNIÃO HOMOAFETIVAS que é uma realidade que se impõe e não pode mais ser negada estando a merecer tutela jurídica, apesar dos tribunais reconhecerem implicitamente esta situação.
NOVO ESTADO CIVIL – TROCA DE SEXO – CIRURGIA TRANSEXUAL
ALTERAÇÃO DO PRENOME E DA IDENTIDADE SEXUAL
ADOÇÃO DE CRIANÇAS POR CASAIS DO MESMO SEXO
PARTILHA DE BENS – DIREITO SUCESSORIO – ALIMENTOS
DISCRIMINAÇÃO POR ORIENTAÇÃO SEXUAL
PRECONCEITO CONTRA HOMOSSEXUAIS
ACESSO A CARGOS PUBLICOS SEM DISCRIMINAÇÃO
E a mais grave no momento é a inclusão no Código Penal, de dispositivo criminalizando e penalizando conduta de quem descriminar homossexuais, no artigo que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
O Projeto de Lei nº 122/06 de autoria da Deputada Iara Bernardi que visa esta inclusão esta parado na Comissão de Assuntos Sociais do Congresso em razão de pressão exercida por padres, bispos e liderança evangélicas para adiar a votação do Parecer da Senadora Fátima Cleide que era favorável a inclusão desta tipificação por crime de discriminação ou preconceito contra homossexuais.
O artigo 1º da Lei nº 7.716/89 pune apenas os crimes resultantes de discriminação de preconceito de raça, cor, etnia, religião, ou procedência nacional, mas não de preconceito contra homossexuais.
O Congresso Nacional tem o dever de aprovar esta lei que visa proteger e fazer com que os homossexuais sejam respeitados.
O momento é agora para que todos os HOMO e HETEROSSEXUAIS se unam na luta pelas políticas públicas com a finalidade de resgatar a cidadania dos homossexuais visando o fim do preconceito e da homofobia.
A causa é de todos, homens e mulheres que lutam pelos direitos humanos.
Vamos acabar com a discriminação
Vamos acabar com o preconceito
Vamos resgatar a cidadania
Vamos acabar com a homofobia
Para que dentro de pouco tempo tenhamos realmente uma sociedade democrática, justa e igualitária com respeito à dignidade humana, amor ao próximo e políticas públicas realmente voltadas para as minorias descriminadas.
