“….”
Como pode, como pode?
Um dia você está bem e feliz , já no outro puta da vida. Odeio estas coisas do Universo, odeio estes presentes dos deuses que são carregados de muita desilusão.
Eu sempre soube da verdade, sempre… Não contei para ninguém, aguardei-a para mim. Ninguém merecia saber, saber para quê também? Só mais pessoas falando, discutindo, argumentando.
As vezes os humanos me irritam com sua necessidade de argumentação.
Escolhi a solidão, escolhi ficar no meu lugar. Ganhei um mérito, saí da história com a consciência que fiz o melhor de mim, que tudo poderia ter dado certo se a outra não tivesse errado tanto.
E neste amontado de confusões, redescobri você.
Reencontrei ao acaso, seria uma mínima brincadeira, inicialmente, mas virou coisa séria.
Fugi disto nesta semana, recusei o sentimento, recusei a boa sensação, fiquei na minha, esperei para ter certeza.
Mas, a certeza veio junto com a montanha de verdades tenebrosas, coisas ocultadas, atitudes desonestas. E junto com tudo isto você escolheu partir.
Poderia ter sido diferente se você deixasse. Não sou eu quem mudará o destino de nossos corpos. Encontrar-te-ei nas ruas da Augusta ou nos estranhos encontros do Universo. Aqui ele toma conta!
Não procuro mais, não mando mensagem mais, não tenho mais nada para conversar. Todas as imprudências necessárias já foram explícitas.
Resta-me recarregar, novamente, minha caixa preta do coração de sentimentos renegados e recomeçar tudo de novo. Vai demorar um pouquinho, mas espero que desta vez tenha um rumo diferente, leve-me aos recôndidos lugares estranhos do coração, do corpo e da interação humana…ali, aonde nunca provei nada e não sinto medo de ir embora. Um lugarzinho aonde que possa confiar em alguém e saber que não serei abandonada.

(Grafite na Liberdade Jefferson Pancieri 2009)
Boa sorte para todo mundo que quer amar e ser amado em retribuição: the big road.
Má Palas